No
ranking dos Tribunais de Justiça mais eficientes do Brasil, o de São Paulo
ocupa o 11º lugar, com 45,3 pontos numa escala de 0 a 100. A informação consta da
primeira edição do Índice de Desempenho da Justiça (IDJus), realizado pelo
Centro de Pesquisas do Sistema de Justiça Brasileiro (CPJus). O estudo foi
elaborado a partir da análise de dados referentes à gestão orçamentária, de
recursos e de processos, apresentados anteriormente pelo relatório “Justiça em
Números” e por outros levantamentos estatísticos do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ).
A
pesquisa pretende suprir a carência de indicadores mais específicos que
reflitam a qualidade e o desenvolvimento do Poder Judiciário brasileiro, bem
como incentivar os tribunais a tomar medidas pontuais no sentido de aperfeiçoar
a utilização dos recursos disponíveis.
Ainda
de acordo com o estudo, o Tribunal de Justiça do Piauí apresentou o pior
desempenho, com 28,7 pontos. Já o Rio Grande do Sul, de acordo com a
classificação, está em primeiro lugar, com 69 pontos.
Em
relação à classificação dos Tribunais da Justiça Federal, os estados da região
norte-nordeste apresentaram os mais baixos índices de desempenho. O Tribunal
Regional Federal da 1ª Região (que abrange os estados do Distrito Federal,
Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Roraima,
Rondônia, Tocantins, Bahia, Maranhão e Piauí), está em último lugar, com 28,3
pontos. Já os estados do centro-sul do país tiveram os melhores índices. Primeiro
colocado é o Tribunal Regional da 4ª Região (que abrange os estados do Rio
Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina), com 66,1 pontos.
O
estudo também calculou o IDJus Brasil, que levou em conta os dados da Justiça
Estadual, Federal e do Trabalho. Segundo a análise, o índice de desenvolvimento
da Justiça brasileira foi de 41,1 pontos. Ou seja: a Justiça brasileira, em sua
configuração atual, está reprovada, por não ter alcançado o mínimo de 50
pontos.
Com o
levantamento em mãos, o que devem fazer os agentes públicos responsáveis pelos
tribunais menos pontuados: ver e aprender com a experiência do Rio Grande do
Sul (que lidera o ranking nacional, tanto no plano estadual como federal). O
que está sendo feito no sul e que poderia ser copiado pelas outras regiões?
Claro
que cada região do país tem suas peculiaridades. As disparidades
socioeconômicas, de outro lado, são marcantes. Mas sempre há espaço para
melhorar nosso desempenho, seja pessoal ou institucional. A gestão da coisa
pública, de outro lado, exige profissionais competentes. Os dirigentes tomam
decisões políticas, mas o dia-a-dia deve ficar sempre por conta de uma
burocracia especializada e capacitada. O incremento que se poderia agregar
seria conceder maior abertura dessa burocracia para órgãos (operadores
jurídicos) habilitados em termos de co-gestão (outras instituições poderiam
contribuir para melhorar o desempenho de cada tribunal, que deveria ser exemplo
de gestão aberta e flexível).
Colaborou: Cristiane Batista. Jornalista do Instituto Avante Brasil (iAB) - Instituto da Prevenção do Crime e da Violência (www.institutoavantebrasil.com.br).
LFG – Jurista e cientista criminal. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes e co-diretor da LivroeNet. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). Siga-me no www.professorlfg.com.br.




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